sold

ierh

olic

the sinner
bring us the girl, wipe away the debt.

indie booker rp.
multi language blog.

infinity-window:

Seria impossível para ela não reparar na súbita mudança de tom do homem ao seu lado—perfeitamente justificável, pensava ela consigo, uma vez que Elizabeth sabia que ele já tinha lidado com todo tipo de gente durante a vida, das mais honestas às mais vis, e tinha uma consciência quase prática do pior lado que o mundo podia ter. Era absolutamente natural que ele não confiasse nas pessoas, especialmente nas que estavam tão próximas fisicamente, que tinham acesso à vida dele, ao seu covil, com tanta facilidade. Nada o faria achar que estava seguro, que os fantasmas do passado, de pessoas que ele matou, entregou e perseguiu, não viriam assombrá-lo. 

E ela sabia disso. 

Talvez por essa razão ela tentasse criar aquele clima familiar dentro da casa nova. Um sentimento de tranquilidade, de paz, de renovação. Queria que ele se sentisse feliz ao seu lado, queria vê-lo rindo, queria ver mais daquele lado brincalhão e despreocupado que sabia que ele tinha e que já tinha presenciado algumas poucas vezes, em raríssimas ocasiões, quando os dois não estavam fugindo. Era quase como uma renovação. 

image

Ele veio pedir uma xícara de açúcar” disse, sem encará-lo. “E depois começou a fazer perguntas sobre nós.” 

A palavra, dita com uma ênfase quase tímida, saiu da boca da morena rapidamente. Ela não parecia estar dizendo nada demais.

“Perguntou-me se eu estava me adaptando bem e se ofereceu para me apresentar a alguns outros vizinhos.”

O molho estava pronto. 

Se aquela garota soubesse quantas pessoas foram mortas com a desculpa “pedir uma xícara de açúcar”… Essa deveria ser a frase mais dita por assaltantes disfarçados ou espiões querendo tirar totalmente proveito da situação. Booker não estava surpreso que aquele imbecil de cabelo escovado tivesse usado tal método para se aproximar dela. Jesus. O homem não tinha nenhuma noção, mesmo. O ariano soltou uma risadinha desdenhosa - mania quase feia que tinha - e finalmente se desencostou da parede e ficou ao lado da mocinha no fogão. Moveu a panela pesada levemente de um lado para o outro usando o cabo de madeira; estava com preguiça E irritado demais para procurar um garfo na casa.

"Continua sem ter onde cair morto, o sujeito." E ainda tinha a cara de pau de pedir coisas para alguém que já havia quitado suas dívidas. Quase todas. "E você poderia me dizer o que ele queria saber sobre nós?” Sério, aquela conversa toda estava acabando com seu apetite. Era só extremamente estressante ter alguém daquele bairro cuidando de sua vida. Mesmo as senhoras que passavam o dia sentadas fora de casa só sabiam comentar sobre o que não era de suas malditas contas. A verdade é que uma moça tão jovem morar com um homem adulto era normal… Se ambos fossem casados. Mas uma menina solteira e um homem solteiro sobre o mesmo teto era tabu. Sabe-se lá o que aquele povo dizia pelas suas costas, o que não o importava. A única coisa que conseguia pensar é como Elizabeth poderia ser prejudicada por fofocas.

"… O cheiro está bom." Sim, estava. Apesar do clima um tanto pesado, Booker esforçava-se para aliviar toda aquela conversa. Não sabia se deveria jogar sal naquela água borbulhante. Talvez… É, com certeza. Precisava de sal.

Passou o braço por trás das costas da menina, sem pensar em pedir ajuda primeiro. O saleiro ficava no pequeno armarinho ao lado do fogão, e logo ele tinha um punhado entre os dedos. Jogou o tantinho na mistura e deixou a panela quieta, concentrando-se em colocar a louça na mesa. Resolveria tudo no dia seguinte. Ela estava ali com ele, e não iria a lugar algum. Nada de pressa por ora.

Sep 06, 1 week ago     15 notes     via · source     reblog
Sep 06, 1 week ago     955 notes     via · source     reblog

infinity-window:

Voltou os olhos na direção de Booker em tempo suficiente de vê-lo deixar a fita vermelha sobre o balcão e parecer realmente concentrado na atividade de pôr o macarrão pra ferver. Não é que ela fosse a melhor cozinheira do mundo, na verdade, era a primeira vez que estava tentando aquela coisa toda, mas era até engraçado o modo como o mais velho parecia querer fazer tudo certinho. Era só um macarrão, afinal, não era nada parecido com resgatar uma garota de uma torre e enfrentar uma perseguição furiosa e implacável. 

Quando percebeu que ele a estava encarando, tratou de voltar os olhos azuis brilhantes para sua própria panela. Lá ela remexia uma coisa avermelhada e pastosa, pedaços pequenininhos de cebola podiam ser observados de cima, bem como pedaços de outras coisas também. Elizabeth estava ali colada no fogão desde muito antes de Booker chegar e sinceramente ela esperava ter feito tudo como a receita dizia. 

Booker se recostou à parede e indagou-a sobre aquela questão um pouco incômoda. Sim, ela não estava habituada àquela cidade. Não, ela não se arrependia de ter ido morar com ele. Era tudo muito diferente de sua torre, da prisão que confortavelmente a abrigou durante toda a sua vida, e ela não sabia viver de outro jeito. Estava aprendendo, estava todo dia aprendendo um pouco mais como era ter uma vida de verdade.

“Eu sei, eu sempre tomo cuidado” retrucou, mexendo o molho com os olhos presos na pasta vermelha que se remexia dentro da panela. Pensou na próxima coisa que ia dizer e, depois de ponderar, acabou soltando: “Nosso vizinho veio aqui hoje.”

Só de ouvir aquelas últimas palavras, as sobrancelhas de Booker franziram-se perigosamente. O que. Aquele babaca. Queria. Não confiava nas palavras espertas do raposa velha, naquelas olhos castanhos e finos, no queixo barbeado e cabelos bem aparados. Na verdade, toda aquela pompa o tornava ainda mais irritante e ridículo. Ele soprou o ar com força, olhos voando de Elizabeth para a panela cheia de macarrão, óleo e água borbulhante. Combinação perigosa.

Sei que toma. E o que ele queria aqui, mesmo? Não tenho mais negócios com o sujeito.” Falava enquanto terminava de quebrar o palito cru de macarrão entre os molares, braços bronzeados bem apertados contra o peito. Não confiava no homem porque sabia o quanto ele era desprezível e vil, cheio de truques. Elizabeth era inteligente e tinha um estranho jeito com pessoas, mas ainda assim… Ela não poderia se defender caso o pior acontecesse.

Ou poderia. Contando com aquele estranho dom.

"… Não importa. Não confio nele e você também não deve.” Desviou os olhos para a janela aberta, fingindo estar despreocupado.

Sep 06, 1 week ago     15 notes     via · source     reblog

eldxr:

image

✖ ✖ ⊱ —— Tinha um cara estranho sentado do seu lado, e o ruivo estava notavelmente incomodado com a presença dele. 

     O moreno de olhos verdes e feições taciturnas virou a página do jornal que lia, um cigarro aceso pendurava-se entre os lábios contornados pela barba rala. Sim, perceberá o olhar de um ruivo estranho e caolho sobre si, mas não mostrou qualquer sinal de simpatia.

     Virou outra página, fumaça fina desprendendo-se das narinas como um dragão.

deusexmachin-a:

Pensativo, sentado no meio fio com um cigarro e uma garrafa de vinho. “Essa confusão vai ser meu epitáfio… uma hora ou outra.

     Passava pela calçada quando o odor provocativo de vinho tomou os sentidos de DeWitt. Ok… Ele estava bem. Bem e ocupado, não precisava daquela merda.

     ”…Certeza que vai.” Um comentário tolo, sem sentido, que deixou escapar antes de controlar a língua. Continuou o caminho até o bar mais próximo, uma missão em mente.

Aug 17, 1 month ago     6,156 notes     via · source     reblog

coolproblematicvampire said:Senhor Booker, então isso significa que você não precisa dessas bebidas no armário?

Não preciso, mas como eu comprei com meu dinheiro, você não pode nem pensar em tira-las daí.” Pensando seriamente em chutar aquele moço pra fora, mas decide ser paciente. Por ora.

justsoyouknow-rper:

This blog is OC friendly.

Opposite post found here.

Aug 14, 1 month ago     5,852 notes     via · source     reblog
; ooc. ; :D
coolproblematicvampire asked ;  
Senhor Booker, tem um telegrama para você! ((Ahehaehaehiuhae eu sempre me lembro daquele menino, vlwzinho por seguir =D))

     Da última vez que recebera um telegrama, as coisas não terminaram muito bem. O americano de olhos verdes e barba para fazer encara o menino, já procurando uma moeda no bolso como recompensa.

     ”Obrigado.” Ele estende a mão, sério e sem muita vontade de conversar.

; I wish I was more social and talkative to you guys but I don’t know what happens that I just can’t talk? Like I’m so shy and my muse is totally indifferent lmao but PLEASE know that I appreciate all my followers and thanks for being here!